Lenda dos Tuiuiús
Os Tuiuiús
(ou jaburus) são as aves símbolo do Pantanal.
Num passado
muito distante, estas aves eram alimentadas por um casal de índios que, após a
morte, foram enterrados no local onde elas (as aves) costumavam comer.
Inconformados
e famintos passaram dias e dias sobre o monte de terra que cobria os corpos do
casal de índio, esperando que lá saísse o alimento de todos os dias.
Como isso
não aconteceu, a tristeza tomou conta deles de vez.
É por esse
motivo que os tuiuiús têm essa aparência tão triste e fixam sempre o olhar para
o solo como se estivessem procurando algo.
Jaú de cabelos
Antigamente,
num local bem frequentado pelos cacerenses, onde as mulheres lavavam as suas
roupas e os homens tomavam banho, eles costumavam fazer sempre um ritual ao
entrar no rio, benziam o corpo antes de mergulhar, com a finalidade de espantar
o Jaú de Cabelo que, segundo o comentário dos mais velhos, vivia ali por perto.
Eles costumavam dizer que esse peixe estava tão velho, mas tão velho, que já
esta ficando caduco e possuía cabelos em várias partes do seu corpo.
No entanto,
era um peixe inofensivo que tinha o habito de brincar com os banhistas,
pregando-lhes peças para se divertir com os desesperos destes. Muitos tentaram
apanhar o Jaú mas não obtiveram êxito pois, apesar da idade, ele sempre
consegui se livrar e por isso passou a ser considerado “encantado”. E, anos
mais tarde, ele se mudou e nunca mais foi encontrado.
A FÚRIA DE UM MINHOCÃO
A lenda sobre
a existência do minhocão é uma das mais conhecidas em todo os estado de Mato
Grosso.
O minhocão
trata-se de um monstro que vive no poço do Rio Paraguai, são várias historias
sobre o bicho que ataca barcos a noite, que faz imenso barulho, agita as águas do
rio e causa horrores aos pescadores. Cotam também que o bicho derrubava a
barraca do rio para perseguir aquele que o enxergasse.
O CURUPIRA
O curupira é
representado por um anão de cabeleira rubra, pés ao inverso, calcanhares para
frente. Segundo a lenda, eles vivem nas matas brasileiras, são considerados
verdadeiros demônios pelos índios, testemunhas das suas maldades, pois, por
muitas vezes, estes foram perseguidos e alguns mortos. Tendo os pés tortos, o
curupira deixa um rastro mentiroso, por isso é considerado o enganador das
florestas e faz com que o homem que vai atrás dele se perca na selva tropical.
O curupira é acusado de raptar crianças.
É um mito de
origem tupi-guarani, sendo comum em quase todo o Brasil.


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