quinta-feira, 4 de julho de 2013

Conheça algumas lendas mato-grossenses

Lenda dos Tuiuiús


Os Tuiuiús (ou jaburus) são as aves símbolo do Pantanal.

Num passado muito distante, estas aves eram alimentadas por um casal de índios que, após a morte, foram enterrados no local onde elas (as aves) costumavam comer.

Inconformados e famintos passaram dias e dias sobre o monte de terra que cobria os corpos do casal de índio, esperando que lá saísse o alimento de todos os dias. 

Como isso não aconteceu, a tristeza tomou conta deles de vez.

É por esse motivo que os tuiuiús têm essa aparência tão triste e fixam sempre o olhar para o solo como se estivessem procurando algo.  

Jaú de cabelos


Antigamente, num local bem frequentado pelos cacerenses, onde as mulheres lavavam as suas roupas e os homens tomavam banho, eles costumavam fazer sempre um ritual ao entrar no rio, benziam o corpo antes de mergulhar, com a finalidade de espantar o Jaú de Cabelo que, segundo o comentário dos mais velhos, vivia ali por perto. Eles costumavam dizer que esse peixe estava tão velho, mas tão velho, que já esta ficando caduco e possuía cabelos em várias partes do seu corpo.   

No entanto, era um peixe inofensivo que tinha o habito de brincar com os banhistas, pregando-lhes peças para se divertir com os desesperos destes. Muitos tentaram apanhar o Jaú mas não obtiveram êxito pois, apesar da idade, ele sempre consegui se livrar e por isso passou a ser considerado “encantado”. E, anos mais tarde, ele se mudou e nunca mais foi encontrado.

A FÚRIA DE UM MINHOCÃO

A lenda sobre a existência do minhocão é uma das mais conhecidas em todo os estado de Mato Grosso.

O minhocão trata-se de um monstro que vive no poço do Rio Paraguai, são várias historias sobre o bicho que ataca barcos a noite, que faz imenso barulho, agita as águas do rio e causa horrores aos pescadores. Cotam também que o bicho derrubava a barraca do rio para perseguir aquele que o enxergasse.

O CURUPIRA

O curupira é representado por um anão de cabeleira rubra, pés ao inverso, calcanhares para frente. Segundo a lenda, eles vivem nas matas brasileiras, são considerados verdadeiros demônios pelos índios, testemunhas das suas maldades, pois, por muitas vezes, estes foram perseguidos e alguns mortos. Tendo os pés tortos, o curupira deixa um rastro mentiroso, por isso é considerado o enganador das florestas e faz com que o homem que vai atrás dele se perca na selva tropical. O curupira é acusado de raptar crianças.

É um mito de origem tupi-guarani, sendo comum em quase todo o Brasil.

MULA SEM CABEÇA

Dizem que, nas noites de sextas-feiras, aparecem as Mulas-sem-cabeça. Dizem que são as concubinas dos padres que quando morrem, viram mulas-sem-cabeça. A mula-sem-cabeça quando sai, constitui um verdadeiro perigo. Dá coice, morde, relincha, faz uma barulheira infernal que não deixa ninguém dormir. Ela ataca qualquer pessoa que sonda o seu mistério. Detesta espelhos e tudo que brilha. Ela não passa por encruzilhadas nem pode chegar perto de igreja.

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